quinta-feira, 17 de julho de 2008

A Nogueira de Paçó

Na aldeia de Paçó, em Quintela, Vinhais encontra-se uma Nogueira protegida com o estatuto de Árvore com Interesse Público, à beira da estrada que conduz de volta à Estrada Nacional 103, que liga Vinhais a Bragança.

A Nogueira está na bordadura de um prado com pastagem de gado bovino. Foi colocada uma cerca para proteger o tronco e os ramos dos potenciais danos provocados pelos animais, mas sendo a Nogueira uma das poucas sombras, o solo está muito compactado por pisoteio das vacas.

Espécie: Juglans regia

Idade estimada: 200 anos

Dimensões:
PAP: 760 cm DAP: 242 cm
Altura: 13,9 m
Diâmetro de copa: 19,30 m


Condições ambientais: A árvore está em dieback e tem muita quantidade de ramos secos e partidos. As folhas apresentam necroses. Tem uma placa informativa do estatuto de Árvore de Interesse Público colocada pela Câmara Municipal de Vinhais.

Intervenções propostas: A poda de ramos secos e partidos é aconselhada, mas não de uma vez só, sob risco de provocar desequilíbrios, dos quais a árvore poderia não recuperar. Deveria ser impedido o pastoreio num raio de 35 metros.



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A Castanheira de Lagarelhos

Em pleno Nordeste Transmontano, na Aldeia de Lagarelhos, freguesia de Vilar de Ossos, Vinhais, encontra-se um dos castanheiros com maior perímetro de Portugal: a Castanheira de Lagarelhos.

A tradição manda que os noivos vão visitar a árvore no dia do casamento. As gerações que a Castanheira já abençoou, no seu meio século de vida!

Como é normal em árvores desta idade, apresenta grandes cavidades no tronco e ramos principais, que infelizmente servem de caixote do lixo aos inúmeros visitantes que recebe todos os anos. Nem a placa a indicar o estatuto de protecção os dissuadiu de vandalizar esta monumental árvore.


Espécie: Castanea sativa

Idade estimada: 500 anos

Dimensões:
PAP: 1090 cm DAP: 347 cm
Altura: 14,1 m
Diâmetro de copa: 21,20 m



Condicionantes ambientais: O Largo envolvente à árvore foi asfaltado há quatro anos, mesmo até à base da Castanheira, resultando numa impermeabilização do solo. Tem muitas cavidades, como é normal numa árvore desta idade. Apresenta alguns sinais de vandalismo no tronco e nas cavidades.

Intervenções propostas: Aconselha-se a colocação de uma cerca que impeça o acesso às cavidades da árvore, tentando diminuir os casos de vandalismo.





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O Cedro do Jardim da Madalena

Ao atravessar a ponte pedonal sobre o rio Tâmega, em Chaves, vislumbra-se a silhueta de cinco Cedros, o mais alto dos quais está classificado como Árvore de Interesse Público.

O Jardim da Madalena foi remodelado no ano passado, e como tal, também o Cedro foi "requalificado" e sofreu uma poda um pouco exagerada. Ainda assim, está em bom estado e com um porte imponente.


Espécie: Cedrus sp.

Idade estimada: 250-300 anos

Dimensões:
PAP: 405 cm DAP: 129 cm
Altura: 42,5 m
Diâmetro de copa: 23,20 m

Condicionantes ambientais: As movimentações de veículos pesados e a remoção de terra e abertura de valas, provocaram alguns danos à árvore, que apresenta raízes superficiais e podridão radicular. Está, no entanto, em boa condição e com porte e vigor apreciáveis.

Intervenções propostas: Aconselha-se a colocação de uma placa indicativa do estatuto de Árvore de Interesse Público.




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Os Carvalhos de Gogim

Mesmo à entrada de Gogim, Armamar, encontrámos dois velhos Carvalhos, de silhueta visível a longa distância. Logo deu para perceber que as árvores tinham menos copa do que o esperado, escassa e com muitos ramos secos.

Estão situados num pomar de macieiras instalado há três anos; os trabalhos de mobilização do solo podem ter provocado danos no sistema radicular das árvores.


Espécie: Quercus robur

Idade estimada:
200 anos

Dimensões:
Árvore 1 [Nascente]:
PAP: 350 cm DAP: 111 cm
Altura: 20,7 m
Diâmetro de copa: 16,50 m

Árvore 2 [Poente]:
PAP: 275 cm DAP: 88 cm
Altura: 21,3 m
Diâmetro de copa: 17,60 m


Condicionantes ambientais: A preparação do terreno pode ter danificado o sistema radicular, catalisando a situação de dieback em que se encontram as árvores. Presença de muitos ramos secos e partidos, tanto principais como secundários. A árvore Poente tem uma praga de afídeos.

Intervenções propostas: Aconselha-se a poda de ramos secos e partidos, mas faseada de modo a não diminuir drasticamente a carga e provocar desequilíbrios. Alguns tocos resultantes de podas anteriores deveriam ser podados mais rente. Recomenda-se a colocação de uma placa indicativa do estatuto de protecção e a sensibilização junto do proprietário para não mobilizar o solo numa área com raio pelo menos igual a quinze vezes o DAP (17 metros).




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